1 bilião de dólares para isto

Os políticos timorenses têm, nos últimos anos, vindo a aprovar o Orçamento Geral de Estado num montante superior a $1.000.000.000 de dólares americanos. Mais de 1 BILIÃO DE DÓLARES POR ANO! Mas estas crianças (e não são as únicas) sentam no chão da escola, andam descalças, sujas e comem uma comida (passe-se a redundância) que aparenta ser pobre em vitaminas. Mais de 1 BILIÃO DE DÓLARES ANUAIS nos últimos anos e não se conseguiu reparar as escolas, construir refeitórios ou melhorar a qualidade da merenda escolar? Os políticos precisam de mais tempo ou mais dinheiro? Ou simplesmente não se interessam por estas crianças?

Político timorense critica coisas banais (veja-se o caso kizomba a la Cuba) e não dá atenção aos verdadeiros problemas do povo.

Fotos: https://www.facebook.com/groups/213490025459127/permalink/599304643544328/

Sobre a condenação de João Câncio

João Câncio, ex-ministro da Educação, condenado pelo Tribunal Distrital de Díli a 7 anos de prisão e a pagar 500.000 dólares norte-americanos. Possíveis consequências? Ir a recurso e ser absolvido, ou ainda, ir mesmo para a prisão e cumprir apenas 1 ano encarcerado para depois ser libertado pelo presidente da República. A última destas hipóteses já nem é novidade, pois assim nos habituaram os presidentes Horta e Matan Ruak. Ao contrário do povo bainbain, político que comete crime e é julgado, condenado à prisão, cumpre apenas 1/3 da pena e depois é liberto pelo Presidente da República. Em Timor-Leste, a lei não é igual para todos.

Timor-Leste tem chefe

Poucos dias atrás o ministro Xanana Gusmão foi, como testemunha, ao tribunal, onde teceu as mais impressionantes declarações quando questionado sobre o caso de droga que envolve o policial Calisto Gonzaga:

“Ordem nee mai husi hau, tribunal labele dehan ordem nee ilegal. Hau mak autoriza, sira labele koalia buat barak. Tanba segredu nasaun nee hau hatene barak liu sira. Neebe iha forsa laiha ordem verbal ou eskrita maibe kumpri deit. Calisto so kumpri deit ordem superior nian. Tuir los laos nia mak sai arguidu maibe hau mak sai arguidu ba kazu nee. Neebe tribunal labele fo kastigu ba nia, maske kastigu nee fulan ida. Calisto kumpri deit ordem, no ordem neebe hau fo tanba iha interese rede internasional”.

Ou seja, Xanana praticamente ordena ao tribunal para não julgar o Calisto, porque este apenas cumpriu uma ordem dele Xanana. Mas o que Xanana esquece-se é que existem leis em Timor-Leste, que ninguém está acima da lei e que mesmo um agente da polícia pode recusar cumprir uma ordem do seu superior hierárquico se estiver convicto de que o cumprimento dessa ordem leva à violação da lei.

E como se não bastasse, Xanana justifica ainda que a decisão dele baseou-se no acordo que existe entre Timor-Leste e Indonésia para extraditar quem cometa crimes relacionados com droga para serem julgados na Indonésia onde lhes será aplicada a pena de morte:

“Bainhira iha kazu ruma mosu hanesan nee, Estadu tenke haruka fila ba Indonezia hodi simu pena morte tuir lei kodigu penal Indonezia nian.”

Só que em Timor-Leste, segundo o n.º 3 do artigo 29.º da Constituição, não existe pena de morte. Mas a Constituição vai mais além, a ponto de não permitir a extradição de qualquer pessoa se for para esta ser condenada com pena de morte em outro país; ora veja-se o n.º 3 do artigo 35.º:

«Não é permitida a extradição por crimes a que corresponda na lei do Estado requisitante pena de morte ou de prisão perpétua, ou sempre que fundadamente se admita que o extraditando possa vir a ser sujeito a tortura ou tratamento desumano, degradante ou cruel.»

Logo, havendo tal acordo entre Timor-Leste e Indonésia como referiu Xanana, este é inconstitucional e não pode o senhor Xanana usar-se do mesmo para justificar as suas ordens e acções.

Mas como Xanana Gusmão assume uma figura de chefe de Timor-Leste, as leis e o direito de nada valem perante a vontade deste senhor. E enquanto assim for, o presente e o futuro desta Nação está gravemente comprometido.

Povu konfia F–FDTL, maibe F–FDTL kung-fu fali povu

Hafoin rona kazu ida katak foin dadauk oknum FALINTIL–Forsas Defeza Timor-Leste (F–FDTL) baku juis ida iha Hera, halo ita hanoin kona-bá saida mak sira hanorin iha instituisaun F–FDTL? Namdigas katak sira aprende mak tiru malu, baku malu deit? Maibe la aprende kona-bá respeitu, dignidade ema nian no dever militar sira nian.

Tuir lolos Estadu harii forsas seguransa hodi sira defende no proteje povu, laos  atu baku fali povu. Baku ema ne’e krimi ida, pior liu tan se baku juis ida. Laos dei’t krimi hanesan hakerek iha Kódigu Penál, maibe ita bele konsidera hanesan krimi imoral, no atitudi hanesan ne’e mak hatun imajen ka kredibilidade F–FDTL ninian. Tanba se oknum F–FDTL baku juis ida, entaun wainhira hasoru povu bain-bain mak halo violensia aat liu tan.

Ita hotu hatene katak oknum F–FDTL wainhira hatais farda militar sira nia jeitu aat mos komesa sai ona, sira halo buat hotu konforme sira nia hakarak no hanoin karik katak lei la kona sira. Ne’e sala bo’ot no hatudu momos katak oknum F-FDTL la respeita lei, la respeita ierarkia, la respeita Órgaun Soberania no la respeita ema nia direitu.

Se karik F–FDTL lakohi lakon konfiansa husi povu, entaun tenke halakon komportamentu aat hirak ne’e husi instituisaun nia laran, se lae aban bainrua F–FDTL mak sai inimigu povu ninian.